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domingo, 18 de março de 2012

Ligar pra tantos ramais, ninguém pra falar sobre o vermelho que abre este dia.

Bom,
Desde que o ano mudou, eu também mudei. Escolhi o primeiro dia do mês que tem carnaval para sair da barra da saia da minha mãe e tentar as coisas nessa cidade. Chorei como eu nunca chorei essa vida. Pelas mudanças, pelas coisas que deram erradas, pela morte do meu pai.


Tenho uma casinha, louças pra lavar, roupas para administrar. Tenho um trabalho bem trabalhoso e cansaço todas as noites. Não tenho mais ninguém pra ninar e me ninar também e isso as vezes me deixa bem mais cansada. E essa cidade tem uma capacidade incrível de engolir você com essa solidão que só ela sabe mostrar. E sabe lá se na hora H de escrever a música o Criolo não trocou as siglas.


Conheci pessoas, não consegui o que mais queria (que era o mestrado), encontrei alguns lugares legais. Sigo aí tentando entender o fluxo das pessoas, dos quereres. Achei Brasília cara. Muito cara. Emocionalmente, então.

Mesmo com tudo isso, Brasília é bonitinha. As vezes dá uma coisa boa em vê-la num dia ensolarado, cheia do seu verde que me deixa bem.

Comprei uma mesa e não jogo mais as coisas no chão. E falta tanta coisa. Cada uma delas vai tomando seu lugar, numa montagem, construindo algo que não sei bem o que é. Só que eu to vivendo, eu to tentando...

Mas sabe aquela vontade de voar q eu tinha? Tá aí voando.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Emancipada estoy

O meu estado insone virou uma rotina desde que eu não sei exatamente o que colocar nessas caixas. Talvez eu tenha que escolher um livro e não outro, talvez eu não possa ter todas as capas da Revista Piauí que eu gosto de observar, talvez eu esqueça de tanta coisa...
Aí eu penso , penso, penso e sobra noite. Falta sono. Lembro do novo amigo que no meio da fumaça do cigarro concordava comigo que "todo amor é o amor da vida da gente". E talvez seja assim mesmo.

Coisa de coração cigano.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

diga lá menina, o que é que você quer ser quando crescer?

* Escutar o silêncio
*Me sentir em casa
* Descobrir meu lugar absurdo-preferido-e-sem-sentido.
*Fazer mestrado
*Comprar uma câmera velha.
* Lembrar do papai todos os dias
*Cantar no chuveiro
*Ter memória seletiva
*Cheiro de parque, planta e flor
*Patinar
* "distância sempre faz nascer amor"
*Tentar conversar com as pessoas sem ativar minhas auto-defesas
*Economizar pra Montivideo.
*Não ter um sofá
* Minha carne é de carnaval
*Fazer amigos
* Casa com jarrinho de flor.
*Foto dos sobrinhos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

qual é a sua sina?

Preservar o que as coisas tem de único.
E só assim acho que vou encontrar a minha sina.

Seja o que for pra ser. Porque a vida não tem guarda-chuva. Ninguém se protege do amor, nem da dor. "O correr embrulha".

Preservar o que as coisas tem de único.
E só assim acho que vou encontrar a minha sina.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Histórias da Carochinha

Estudei no Diocesano 11 anos da minha vida. Nas minhas memórias escolares nada mais existe além dos pátios enormes cheirando a bomba da cantina, o túnel ‘futurista’ que ligava um prédio até o outro, a Dona Toinha, o irmão Guido e suas fichas de lanches, o Seu Roberval, as milhares de atividades culturais-artísticas-enrolativas que eu participava. A Praça Saraiva, o Mineirão...a coxinha pingando gordura do Mineirão.

Lembro que todo início de ano era a mesma coisa. A gente se ligava e dizia: Vamos ver se ficamos na mesma turma? E lá íamos... a cambada toda verificar se estávamos todos juntos por mais um ano. Mas em 1999 foi diferente. Depois de cinco anos com a minha patota, lá estava eu separada dela. Junto comigo mais uns três ou quatro desgarrados, que ficaram divididos cada um em uma turma diferente. Éramos os demônios, os capetas, aqueles que precisavam ser separados para a ordem prosseguir naquela turma C.

Pois bem, eu virei “F” e fiquei dois anos assim. Depois me mudaram pra A , depois pro B, depois...bom depois eu nem lembro mais. Fui pulando de galho em galho, mas com a diferença de que mais pessoas foram também se mudando e eu fiquei sem entender eternamente essa pedagogia troca-troca do Diocesano. Mais adiante eu fui entender que isso acontecia na vida lá fora também.

Na ''F 'eu fiz as melhores amigas do mundo, na "A" eu quase reprovei por pura vadiagem, nas outras salas eu fui indo, indo, indo. Arrumei amores , amigos, conversas, fui pegando livro emprestado entre um horário e outro porque conhecia todo mundo. Em todo lugar.

Em 2011, fazem exatos 17 anos que eu saí do C. A turma original resolveu via Facebook se reunir para fazer um remake da clássica foto de turma. Falando com um dos ‘demônios-mudados-de-sala-junto-comigo’ dizia que hoje eu entendia porque nós mudaram tão cedo da "C". Nós éramos diferentes. Mas a escola é muito cruel para os diferentes. Meu amigo Zé [ um dos demônios] é professor de história e eu virei jornalista. Não que isso seja lá grande coisa, mas eu tenho o maior orgulho. Orgulho de como a gente consegue enxergar a vida e de como a gente já conversava naquela época sobre isso.

Zé, seu preto...hoje eu entendo, quase 20 anos depois eu entendo tudo aquilo que chorei. Mas a gente merecia , Zé. A gente merecia mais. A gente continua merecendo. E isso que move.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ser de sagitário

Olha, mas eu só sigo se tiver paixão.
ou tesão.
E morreu Maria Preá.

domingo, 25 de setembro de 2011

A frase mais bonita da cidade ou um post sobre amizade

-Você pode contar comigo.

Pra mim é grande coisa. Bom ouvir, bom ser ouvida.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Alguém nesse mundo de meu deus me diz que...



If I could have a second skin, I'd probably dress up in you.



Meu calo, minha casca, minha cápsula protetora andam prejudicados.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Das sabedorias da madrugada amiga

























De amor eu até morreria.
De dúvida, não.

Só sei que...

Não quero mais nada para enlinhar meu coração.
A gente vive por um triz.
Mas eu quero tá bem e forte.
Pra segurar todo o mar que vem por aí.
Vida é mar.

A gente vive por um triz
Essa é que é a verdade.




quinta-feira, 21 de julho de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

sobre a hora de voltar com meus cigarros

Tenho pensando muito
sobre como se proteger da dor , do amor
e da fragilidade dessa vida.
Sobre como a gente não conhece mesmo as pessoas
e sobre como tudo pode se desfazer em um piscar de olhos.



Pois bem...talvez seja mesmo a hora de voltar. Fazer fumaça no peito para acalentar. Como se fizesse diferença.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eu não vejo a hora de voar.

[com você]

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Poeira

Mesmo sem saber o que vai ser amanhã ou depois, o que eu tenho pronto pra te dizer é: não deixe a vida virar poeira.

sábado, 9 de abril de 2011

triste demais pra televisão

Com poucos dias me vem a cabeça as imagens. A imagem de como é ruim ser só. O cotidiano das imagens. É como ver a imagem dos caminhos. Seguindo e voltando todo o caminho.

Eu me perco todinha.

É sempre assim, deus me dá coragem, mas não me dá sorte.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

que hoje eu quero fazer tudo com você


Algumas vezes quando só me resta a vista eu percebo que fechar os olhos é uma boa alternativa. Andam me dizendo que sentir é arriscado demais. Mas, vai... é o que eu posso fazer com tanta vida sobrando.

terça-feira, 8 de março de 2011

Ganhei de presente da Tai. Nos exatos setes dias que eu perdi meu pai. E meu avô.
Alguns posts atrás eu disse que eles pareciam uma coisa só. E realmente eram.

"minha amiga
todos esses dias
gostaria de saber escolher as melhores
e mais confortáveis palavras
para tua dor
tão imensa
morrer é mesmo um absurdo
isso não é gentil de dizer
mas diante da tua vida cheia de luz
do amor que tem pra dar
isso faz todo, todo sentido
o absurdo desta interrupção
o que sempre vai ficar dessa saudade, dessa falta
te quero muito bem
te quero bem demais
a ponto de ter perdido o sono contigo
nestes dias
mas sei que somos eternos no amor, e na memória
queria que dizer isso fizesse algum sentido hoje
e queria que esse mundo fosse melhor
só pra que doesse em ti um pouco menos
agora"

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Side 2


Às vezes eu acordo
E a única coisa que penso
É em acordar outras mais vezes
Achando que a vida é sonho
Abrir a janela e os braços
E me encher de esperança
Mas agora, eu fico aqui cheia de sono
Com a minha oração-prece
Para que tudo seja suave
É como sentir com o coração e a pele
'And if I could have a second skin I'd probably dress up in you'


E Caetano me mata toda vez que canta o "e se não tivesse o amor. E se não tivesse essa dor. E se não tivesse o sofrer. E se não tivesse o chorar". São sobre essas coisas que a gente só sabe sentir.E nada mais.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tarde
escutar silêncio
encontrar ninho de passarinho
canta pra mim



Esse lance de vida é um negócio muito importante mesmo. Eu acho.
Às vezes, eu fico só aqui pensando em não esquecer de te dizer:

-Você é alento, menino.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eu não acredito em epifanias

e esperar pelo novo nunca me deixou tão aflita.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Olhando pela janela, eu pensei:

-Meu desejo é todo, que perto você sempre esteja.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Luiz, respeita Januário

Escutar Gonzagão é lembrar do meu pai. E do meu avô. E desse amor maior que sufoca eles numa coisa só. Escutar Gonzagão é também ver um pouco como o vovô tá agora. Sobre o nosso Grande Sertão Veredas, sobre os versos que ele escreveu a vida inteira, sobre filhos, netos e os bois que sempre tinham nomes engraçados. É isso que a gente chama de sertão . É isso que o sertão faz com o peito da gente. Meu melhor poeta se chama Luiz Virgolino de Meneses.


[E para quem interessar possa: não, nós não somos parentes do Lampião, o que eu acho uma pena :p]